terça-feira, 2 de agosto de 2016

MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE - Enredo de 2017



União de Maricá  2017
“MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE”


 OBJETIVO DO ENREDO:
O Brasil é um país cheio de heranças culturais, principalmente indígenas, africanas e europeias que, pela oralidade, se consolidaram ao longo de diversas gerações. Devemos lembrar de como o homem, desde que começou a viver em comunidade, assentando acampamentos com sociedades seminômades e depois sedentárias, adquiriu o hábito de se reunir em volta de fogueiras para contar histórias, verdadeiras ou não, mas que serviam como entretenimento e formação de costumes. Dessa natureza de contar histórias, surgiram os contos de fadas (histórias de magia, como Cinderela) e os contos maravilhosos (histórias sociológicas, como Aladim). Também surgiram as fábulas (histórias de animais). Mas um tipo de história sempre esteve presente, a lenda; que tem a pretensão de fazer o outro acreditar, por mais fantasiosa que seja. Entretanto, para muitos, essas mesmas histórias são mais do que simples contos fantasiosos, mas verdades contadas de avós para pais e de pais para filhos, incontestáveis embora inexplicáveis.
O folclore brasileiro, de uma forma ou de outra, sempre esteve presente nos desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Porém, ao mesmo tempo que volta e meia surge em forma de alegorias ou fantasias, está ausente pela insuficiência de um enredo exclusivamente sobre esses personagens que residem na memória popular; pois nenhum enredo de fato, se debruça sobre os mesmos, transformados em meros coadjuvantes da nossa cultura, quando na verdade, deveriam ser os protagonistas.
Assim, o G. R. E. S. União de Maricá traz como proposta para o carnaval de 2017, nas palavras anciãs verbalizadas pelos antigos pretos-velhos, o enredo Mistérios da Meia-noite, que pretende mostrar na avenida dos desfiles, histórias da terra encenadas por personagens muito conhecidos e ao mesmo tempo temidos, como fantasmas, lobisomens, vampiros, sereias, mulas sem cabeça, Curupira, Saci-Pererê, Boitatá, Chupa-cabra, Bicho Papão, Cuca, Boi da Cara-preta, Corpo Seco etc. Ou seja, o enredo proposto é, na verdade, uma homenagem ao folclore brasileiro e seus contadores de histórias.
MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE
“…Que voam longe
Que você nunca,
Não sabe nunca,
Se vão, se ficam,
Quem vai, quem foi…”

JUSTIFICATIVA DO ENREDO:
As histórias guardam em si um papel admirável no desenvolvimento das sociedades e, contá-las e recontá-las é a mais antiga e fascinante das artes. Mais que uma linguagem prazerosa, contar e ouvir histórias permite o resgate e a preservação da memória afetiva, cultural e social. Nos tempos mais remotos, os homens costumavam se reunir ao redor do fogo para se aquecer e narrar acontecimentos e, assim, as pessoas repetiam histórias que conheciam, para perpetuar suas tradições, suas memórias e seus costumes. Transmitiam as lendas e os conhecimentos acumulado pelas gerações, suas crenças, seus mitos e valores a serem preservados, com narrativas que iam do concreto ao simbólico, mas cheias de significantes e significados.
Contar histórias, além de ser uma atividade lúdica, amplia os horizontes da imaginação e conduz o indivíduo a organizar seus conceitos, através da coerência e da realidade. Sentidos como tato, visão e audição formam as primeiras disposições na memória humana, mas contar histórias é uma experiência de interação. Constitui um relacionamento entre a pessoa que conta e a que ouve, construindo uma interação a partir do envolvimento emocional que estreita os laços de identidade dos sujeitos envolvidos. Os contos enriquecem a alma, iluminam o interior, remexem com as estruturas psíquicas e, ao mesmo tempo, eleva o ouvinte à protagonista na resolução dos problemas e o faz mais flexível para aceitar a alteridade e compreender outros universos.
Mas narrar histórias é também uma forma de ensinar temas éticos e de cidadania, proporcionando um mundo imaginário que fascina. Desde criança, o homem necessita ouvir contos para desenvolver a imaginação, a observação, a percepção, o senso crítico, e a linguagem oral e escrita, assim como, o prazer pela arte, a habilidade de dar lógica aos acontecimentos e estimular a leitura.
Mas principalmente pelas lendas folclóricas, pode-se tornar possível a construção da aprendizagem relacionada à competência cognitiva social, propiciando a elaboração de conceitos, compreendendo suas próprias atitudes no mundo, e se identificando com papéis sociais a serem exercidos ao longo da existência. As histórias devem acontecer dentro de um contexto simples e de fácil entendimento, seja para a criança ou para o adulto, como extraordinárias ferramentas de transmissão de valores, porque dão contexto a fatos abstratos, difíceis de serem transmitidos ou compreendidos isoladamente.
Assim, contar histórias é preservar patrimônios imateriais, como lendas, fábulas, contos, “causos” e mistérios populares que perpetuam, sobretudo, a própria humanidade, o sentido da existência e suas experiências na Terra.

SINOPSE:
Sentados à volta de uma fogueira, ouvindo os contos dos mais velhos, vemos receosos a noite se aproximar, como uma deusa cautelosa, sorrateira e soberana, escura e fria, cheia de mistérios, repleta de estranhezas da terra, de sons inexplicáveis, silenciosa e confusa, calma e perturbadora ao mesmo tempo, banhada em contradições, vestida com as cores do desconhecido, com os olhos da penumbra. À sua frente vêm estranhos mensageiros, indefinidos, flutuantes e etéreos, iluminado os caminhos para a noite passar, são estrelas, é a luz do luar, a neblina assustadora do desconhecido.
A fogueira acesa que ilumina nossa volta, afugenta os bichos e atrai curiosidades, acompanhadas do medo angustiante e da coragem reprimida, da vontade de ouvir lendas remotas e inquietantes que, somente os antigos sabem contar. Na voz branda e sussurrante, contos que se equilibram entre a verdade e a fantasia envolvem a nossa imaginação, tira nosso sono, afasta nossa tranquilidade e traz para a roda dos mortais histórias de sustos e tremores.
Os olhares se entrelaçam, buscam conforto e respostas uns nos outros, mas as lendas invocam o inusitado, flutuam sobre nossas cabeças, remexem com as emoções e desnorteiam conceitos e preconceitos. A cada palavra proferida pelos anciões, espíritos deixam as florestas e invadem nossas mentes e corações, vão seduzindo quem os ouve e tenta entendê-los, e nos convidam a penetrar cautelosamente à negra floresta insólita da imaginação. Afastam-se as raízes da razão e diversos caminhos estreitos e tortuosos são desbravados por entre as imensas árvores da insegurança.
Sons perturbadores rasgam a madrugada, confusos, misturados, estranhos e assombrosos. São uivos… grunhidos… pegadas animalescas… podemos sentir a respiração ofegante, como de uma fera faminta à lua cheia, destemida e traiçoeira, caçando os últimos vestígios de determinação. Não adianta correr… não adianta gritar. O melhor a fazer é continuar a caminhada, em busca de uma saída, de um lugar seguro. Mas não há lugares seguros, pois morcegos sobrevoam a curiosidade, povoam o imaginário e se alimentam da fraqueza e fragilidade humana, bebem do medo aquecido pelas labaredas que iluminam os rostos aflitos.
Veredas que se cruzam levam nossa curiosidade aos lugares mais extremos e misteriosos, onde moças amasiadas com vigários galopam e relincham na madrugada; soltando fogo no lugar da cabeça perdida por amor. E nem mesmo um diabinho na garrafa seria capaz de prever as estripulias de um negrinho de uma perna só a dar nós nas crinas das mulas desembestadas.
Ouvir lendas é uma oportunidade para muitos, mas uma aventura para poucos. São delas que renascem seres fantásticos que amedrontam mas também protegem, que acolhem mas também espantam. Personagens como o estranho e pequeno ser de cabelos vermelhos e pés retorcidos no lombo de um porco do mato, que engana e desengana, que finge que vai mas está voltando, que volta sem ter ido, que foi sem jamais ter saído. Que defende a caça e afugenta o caçador.
Durante toda a vida, estamos em contato direto com diversas histórias, de feiticeiras com aparência de jacarés, de bichos papões sobre os telhados, de bois da cara preta, de sereias traiçoeiras, de monstros que bebem o sangue das cabras… histórias que para muitos são fantasias, mas que para outros são fatos que estão em toda parte, por todos os tempos e o tempo todo. Histórias que comovem e transformam gerações, aproximam o passado do presente, propõem um conhecimento novo permeado de mistérios da natureza, de medos e desejos, de sonhos e pesadelos, de amor e esperança e, principalmente, de magia.
E é justamente no seio dessa floresta noturna que encontramos seres fantásticos, carregados de luz e sombra, de amor e ódio, que como a gigante serpente flamejante, devora sem piedade a razão e deixa um rastro de dúvidas, com os olhos da incerteza brilhando em sua pele.
As lendas folclóricas representam o conjunto de narrativas eternizadas pela oralidade popular, as quais são transmitidas de geração em geração por meio da memorização, possuindo suas origens na mitologia dos índios nativos, em comunhão com mitos trazidos pelos europeus e miscigenados com as crenças africanas desembarcadas pelos negros na Terra dos Papagaios. E essa mescla de diferentes culturas deram frutos a mitos únicos, mas também é possível observar diversos elementos comuns com mitos de outros povos.
Histórias profundas, envolvidas por bruxarias e encantamentos, que nos unem às raízes antepassadas e ressaltam a importância da conduta, do cuidado, do caminho a ser tomado. Sentimos medo, levamos sustos, ficamos confusos, mas continuamos a ouvi-las, querendo saber o final… como os dramas se resolvem, quem morre, quem vive ou quem sobrevive. As lendas nos levam a viagens por mundos translúcidos, de metáforas e eufemismos, de verdades que se confundem com mentiras, da valentia diluída pelo pavor, das certezas que se enamoram da insensatez.
Podemos entender que são crendices fantasiosas… mas há quem defenda serem verdades testemunhadas. Porém, ambas as possibilidades, têm em comum a oralidade traçada pela emoção, na voz de quem se dispõe a contar o que viu, ou ouviu, ou soube de quem viu e ouviu.
A cada história em torno da fogueira vemos entrar e sair das sombras seres inacreditáveis, horripilantes, que semeiam a insônia mas, ao mesmo tempo, são apaixonantes, sedutores e adoráveis que, apesar dos perigos, não vemos as horas passarem, perdidos na ilusão folclórica de um povo rico em sabedoria e receitas de ervas contra todos os males.
O dia vai amanhecendo timidamente no bailar das nuvens e continuamos perplexos, envoltos ainda por uma atmosfera fantasmagórica e assustadora, que os raios de sol vão dissipando e devolvendo o verde das folhas, as cores das flores e revelando o romantismo do orvalho a escorrer pelos galhos. Mas sabemos também que, apesar do dia, em algum lugar do mundo a noite abre seus olhos e desfia seu rosário de estrelas, libertando seus seres fantásticos e inacreditáveis, pois todos os mistérios, por mais estranhos que sejam, sempre renascem no badalar da meia-noite. E assim nos perguntamos: será verdade?

Arthur Reiy e Renato Figueiredo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

1º DESFILE UNIMA - 10 Fotos baixadas de redes sociais

*todos os registros estavam disponíveis em redes sociais. Caso deseje atribuir autoria basta entrar em contato com o administrador do BLOG











 

1º DESFILE UNIMA - 10 Fotos baixadas de redes sociais (2)










*todos os registros estavam disponíveis em redes sociais. Caso deseje atribuir autoria basta entrar em contato com o administrador do BLOG

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MARICADÊNCIA em Ação



 


REGISTROS DE 03/02/16
Último ensaio de Quadra para o carnaval 2016


domingo, 24 de janeiro de 2016

CANTANDO A "MINHA MÚSICA" COM UM DOS "DONOS"

o dia, se renova todo o dia
eu envelheço, cada dia e cada mês
o mundo passa por mim todo o dia
enquanto eu passo pelo mundo uma vez

a natureza é perfeita
não há quem possa duvidar
a noite é o dia que dorme
e o dia é a noite ao despertar


Quando chamei para junto de mim o veterano CELSINHO ANDRADE, era tão somente para falarmos sobre alguns aspectos do REGULAMENTO DO DESFILE DE CARNAVAL DAS ESCOLAS DE SAMBA DA SÉRIE C
Celsinho e o intérprete Matheus Gaúcho: 
somos unânimes sobre o talento e carisma do raopaz

No fim do ENSAIO TÉCNICO DA UNIÃO DE MARICÁ (23/01/16), quando ele retornava em direção a Praça Principal chamei-o para que me confirmasse o nº de componentes, de baianas, o tamanho e número de Carros Alegóricos, Tripés, Quadripés, tempo do desfile, etc. O acesso ao regulamento pela nova Liga, O SAMBA É NOSSO não foi divulgado publicamente e estava de posse tão somente do Regulamento do ano anterior (2015), que fora de autoria da LIERJ.


Afinal, sempre, desde o início de minhas atividades e afazeres junto a FOLIA DO VIRADOURO, uma de minhas principais atribuições é a de acompanhar e opinar a cada início de atividades da UESBCN na confecção desse documento. 


Quando pronto, de posse do REGULAMENTO DO DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO PRINCIPAL DE NITERÓI, minha incumbência passa a ser de: 

ler, 
analisar, 
divulgar, 
comunicar, 
orientar,
acompanhar,
explicar
esclarecer 
os setores da Agremiação, desde 2009, em especial no que diz respeito asOBRIGATORIEDADES REGULAMENTARES.  

No dia do desfile são outras, tais como:

verificar,
identificar,
fiscalizar,
analisar,
determinar,
organizar e,
até mesmo, impedir algum setor, folião ou membro de realizar ato contrário ao regulamento.
           Isso quanto a Folia do Viradouro... eu, mais que ninguém também acompanho e fiscalizo as outras agremiações - e em especial as minhas adversárias principais - a fim de no desfile delas identificar algum erro que autorize a comunicação a U.E.S.B.C.N. de violação para que seja aplicada a penalidade correspondente. 



Estava então, por assim dizer, angustiado... 

Quero - e muito!! - que o G.R.E.S. União de Maricá desempenhe bem suas atividades e realize um Desfile capaz de alçá-lo a série B, já para o desfile do próximo ano. Umas das coisas em que posso auxiliar diretamente a mais nova Agremiação do Estado é nesse sentido. É uma de minhas melhores habilidades e que desempenho muito bem é essa atribuição. Qualquer aspecto que diga respeito aos Regulamentos das Agremiações que atuo/auxilio/trabalho/colaboro "é com o Morgado". 

Obviamente me facilita o bom desempenho nessa função é o de ser graduado em Direito pela UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE e advogado, pós-graduado em Docência, professor há mais de 20 anos e autor de 2 livros e co-autor de outro. Meu ganha-pão é: Falar, escrever e ler (para que possa falar e escrever bem!). Além disso, desde a criação em março de 2015 da MDO Educação e Eventos  minha atividade profissional  liga-se diretamente ao carnaval, em especial Desfile de Escolas de Samba e festejos carnavalescos. Por fim: sou amante inveterado do samba e do carnaval( e creio que, devidamente alfabetizado, isso já bastaria...).


Cantando o samba da União de Maricá no ensaio técnico


Mas qual não foi minha surpresa ao pegar-me, após tecermos algumas considerações sobre o REGULAMENTO DO DESFILE DE CARNAVAL DAS ESCOLAS DE SAMBA DA SÉRIE C, tal qual um louco, CANTANDO, praticamente no MEIO DA RUA, com o portelense  um samba da Velha Guarda da Portela que considero uma das músicas mais lindas que existe. Poucas são as gravações dessa incrível letra acompanhada de doce melodia.


Bom que poucas pessoas viram o Diretor de Carnaval da União de Maricá e o Diretor Executivo da Folia do Viradouro naquela situação. Talvez nos encaminhassem para o sanatório mais próximo tal era o volume e empolgação que entoávamos a canção naquele início de madrugada em uma das principais vias da cidade (é a Rua da Prefeitura!!). 


Mas, querem saber... FARIA TUDO DE NOVO!!! 


Para mim, foi uma verdadeira honra estar ao lado e poder cantar com um portelense como CELSINHO ANDRADE. O considero, pelo seu vínculo com a azul e branco e sua história no carnaval e no samba, um dos "donos" da música.

Adorei aquele momento. Para ele, talvez só mais uma situação; para mim, um dia que nunca esquecerei.


Mais dos “invisíveis”

Motorista e cabista curtindo o Ensaio em Quadra (08/01/16)

        No dia 23 último postei um vídeo sobre os trabalhos na Quadra da Folia do Viradouro e citei aspectos dos que não aparecem nas reportagens e capas de revistas em quase nenhuma ocasião: os trabalhadores da folia. Citava alguns trechos de entrevista de Luiz Carlos Prestes Filho e mostrava parte de nossos auxiliares: serralheiros, marceneiros, aderecistas, costureiras, etc.

         Trabalham na quadra da Folia e alguns não desfilam, mas torcem que tudo dê certo e por vezes vejo um ou outro nas arquibancadas e junto aos alambrados durante o desfile na Rua da Conceição.
        Aquela postagem fora realizada minutos antes do momento em que saia de casa para encontrar-me com a “Família GOOL”(Rodrigo, Davi e Danúbia) para irmos para o ensaio técnico do G.R.E.S. União de Maricá, naquela cidade. Tanto GOOL quanto Danúbia trabalham com carnaval. O primeiro de forma direta, sendo a sua atividade laborativa a de intérprete, compositor; Danúbia é passistas e com o marido mantém atelier de fantasias em sua casa. Tanto um quanto o outro são sempre lembrados pelos repórteres, foliões e demais pessoas que registram através de fotos e vídeos o carnaval, ensaios, desfiles, etc.

        Durante o ensaio da União de Maricá, como de costume, fiquei realizando registros em vídeo e fotos. Estou colhendo dados, informações e realizando registros que podem contar parte da história daquela Escola de Samba, que é a mais nova dentre as que disputam todas as categorias até a SÉRIE C. Vou acompanhá-los também em seu desfile, previsto para a manhã de terça-feira. Como representante da Folia do Viradouro também pretendo estabelecer inúmeras parcerias com a Agremiação. Meus interesses no desenvolvimento da Agremiação também passa pelo Poder Executivo local, em especial no que diz respeito aos projetos do Prefeito de introduzir no município núcleo de preparação, educação e aprendizado de atividades profissionais referentes a ECONOMIA DA CULTURA. Esses centros de capacitação seriam criados quando da criação de Quadra para a Escola que criara.
Eu e simpática e atenciosa ROSE IÁIA

        Ao foi ao gravar em vídeo a apresentação de meus amigos mais próximos - o pessoal do carro de som -, que um dos responsáveis por enrolar e desenrolar o cabo dos microfones, ao ver-me registrando o desempenho dos músicos e cantores pediu-me para que tirasse também uma foto dele, junto aos “astros”. 
ANIMAÇÃO CONTAGIANTE! Simpatia, seu nome é Maricá

        Quem me conhece um pouco sabe o quanto esse pessoal é importante para mim. Na verdade, considero OS MAIS IMPORTANTES do carnaval.

       Gosto de registrar aqueles que não são lembrados nas fotos tradicionais. Quem convive comigo já ouviu dizer que “Foto com Rainha, Musa e Destaque todo mundo quer.” Estou mentindo? Sabemos que não.

        Gosto muito também de tirar fotos dos repórteres e fotógrafos. Dos assessores de comunicação. Divulgam, promovem e seus rostos quase nunca figuram nos registros que produzem.
Ritmista(Jornalista) e ROSELY PELLEGRINO(Sub-Secret. De Cultura)

        Por isso mais uma postagem, mais uns registros, mais umas palavras e agradecimentos meus aos que fazem a festa acontecer e ficam por trás dos bastidores.
A MARICADÊNCIA, embora comandada por Mestre Armando 
“não respira” sem os DIRETORES DE BATERIA
        Dessa vez, foram vários dos meus amigos de Maricá, local onde acredito servirá de exemplo para outras localidades ao formar novos operadores de áudio, montadores de palcos, iluminadores, cenógrafos, serralheiros, soldadores, aderecistas, costureiras, e mais umas dezenas de atividades que estão diretamente ligadas ao CARNAVAL e integram a CADEIA PRODUTIVA E ECONÔMICA DA CULTURA.  

OS MAIS ANIMADOS:
não trabalham na Agremiação mas tiveram de ser lembrados nos registros

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

sábado, 9 de janeiro de 2016

UNIÃO DE MARICÁ - SAMBA ENREDO NO ENSAIO DE 08/01/16

MARICÁ DÁ SAMBA!

VISITAS A MARICÁ

            Toda pessoa fica contente quando chega a um local onde sente-se a vontade, ouve boa música, reencontra e faz amigos e se diverte como se a noite não tivesse fim. Melhor se esse lugar for onde se realiza alguma atividade de Escola de Samba (ou mesmo um simples Bloco Carnavalesco).
            Foi assim nas duas visitas que fiz na UNIÃO DE MARICÁ (18/12/15 e 08/01/16). Em ambas as ocasiões acompanhava o intérprete da Folia do Viradouro, meu amigo Rodrigo GOOL Figueiredo. Nessa última ida ainda levei o incrível DAVI (filho de GOOL) e a passista DANÚBIA (esposa de GOOL e mãe de DAVI). Gool é auxiliar de canto do  jovem intérprete MATHEUS GAÚCHO (apenas 22 anos).  
            Embora com pouca idade, o intérprete oficial da Agremiação mostra-se completamente preparado para o desfile na Intendente Magalhães. Durante os ensaios prestigia todos os setores, cantando diante da Bateria, das passistas, defronte ao público, etc. Tem um desempenho e uma animação que pouco se vê por aí.
            O DIRETOR MUSICAL do G.R.E.S. União de Maricá, AMARILDO MORENO sabe o que faz. O carisma e o talento do rapaz são notórios e ser jovem, em uma escola que está (re) nascendo, talvez seja até mesmo uma vantagem, sendo ainda Matheus morador de Maricá.(saiba mais em http://www.sambaconexaonews.com.br/news/interprete-da-escola-de-samba-uniao-de-marica-revela-que-esta-preparado-para-o-desfile/)



            A Bateria do MESTRE ARMANDO também não deixa nada a desejar e nota-se a cada ensaio um maior entrosamento e maior empolgação dos ritmistas. Na MARICADÊNCIA nota-se que ali estão representadas todas as idades, gêneros, cores, raças, e sei lá mais o quê. Porém, formam um grupo extremamente homogêneo na hora da apresentação. Milagre? Nada disso; isso decorre da liderança e do conhecimento do Mestre Armando e seus auxiliares. Excelente, e cada dia melhor.


            Simpatia é a marca da Rainha de Bateria DUDA, o mesmo podendo se dizer do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da Agremiação (Márcio e Roberta). O animado Presidente, MAURO ALEMÃO, é carismático e cordial com os visitantes.
            Ainda não vi fantasias ou alegorias, mas percebi nas vezes que lá estive que formam um grupo animado, coeso, focado e empolgado. Isso é quase tudo que uma Agremiação necessita para fazer um desfile campeão.

CRIAÇÃO   

            A Escola foi idealizada pelo PREFEITO DE MARICÁ, WASHINGTON QUAQUÁ. Soube que criara, “da noite para o dia”, a Escola. Pesquisando o assunto, confirmei o que ouvira. Em 26 de maio último, na Câmara Municipal, fez o anúncio da criação Agremiação e em setembro adquiriu a vaga e o CNPJ do Império da Praça Seca. O interessante é que, ao assumir o cargo em 2008, cancelou o apoio financeiro para as Agremiações do município.
            Então, em 27 de novembro de 2015, houve o anúncio que o Império da Praça Seca alterara sua denominação e sede.
            Estava criada oficialmente o G.R.E.S. União de Maricá.



            Sobre o Prefeito, não posso achar ruim alguém que pretende destinar grande parte do orçamento municipal (2016) para a saúde e educação e, além disso, o que mais me agradou foi o fato de anunciar que com a criação da quadra será construída também uma ESCOLA TÉCNICA PARA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS LIGADOS A ECONOMIA DA CULTURA (cenógrafos, eletricistas, iluminadores, etc.).
DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA – ASPECTOS SOBRE ECONOMIA E CULTURA
            Enquanto o Prefeito de Niterói, RODRIGO NEVES não cumpre as promessas de campanha, reduz valores do apoio financeiro e faz pouco caso da economia relacionada ao Desfile, WASHINGTON QUAQUÁ age como o município do Rio de Janeiro, investindo nesse setor.
            O Ministério do Turismo recentemente (30/01/15) publicou em seu site a nota intitulada Carnaval no Rio deve atrair 1,3 milhão de turistas, revela estudo[1]. O texto afirmava que a estimativa de gastos dos visitantes estavam na faixa de R$ 1,2 bilhão apenas nas cidades cidades do Rio de Janeiro, Búzios, Cabo Frio, Petrópolis, Angra dos Reis e Parati. Com certeza dentro em breve um polpudo quinhão decorrente das festividades do carnaval irá parar em Maricá, gerando desenvolvimento, renda, emprego e cidadania.
                        Esclarecedor o abstract  da pesquisa realizada por OLIVEIRA e GOMES intitulada GESTÃO DE CUSTOS NO SETOR ARTÍSTICO E CULTURAL: OS CASOS DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO que ressalta o grande número profissionais envolvidos em determinadas fase do processo de elaboração do desfile:
(...) Dos bastidores das escolas de samba até a apoteose do desfile, as narrativas escritas por um carnavalesco, ou equipe de carnaval, ganham forma nas mãos de ferreiros, marceneiros, costureiras, bordadeiras e artesãos, que transformam ferro, madeira, isopor, tecidos, plásticos, papéis, pedrarias, dentre tantos outros materiais, em carros alegóricos e fantasias, que são confeccionados curto espaço de tempo.(...)
KAMILLY DOS SANTOS RIBEIRO em sua monografia[2] ressalta no resumo da obra a importância da CADEIA PRODUTIVA DO CARNAVAL e a sua inserção na ECONOMIA DA CULTURA da seguinte forma:
(...)“A cadeia produtiva do carnaval apresenta etapas que constituem um ciclo de fabricação, cuja finalidade é o produto final. As etapas desse ciclo dizem respeito a: pré-produção, produção, distribuição, comercialização e consumo. Essas etapas convergem para o consumo, que é o desfile da escola de samba na avenida, que será acompanhado (consumido) por milhares de pessoas ao vivo e como telespectadores. Desse modo, apresenta-se o conceito de economia da cultura, mostrando como o carnaval pode ser considerado um integrante da realidade por ele captada. O carnaval é um espetáculo ao vivo, e este faz parte das atividades culturais produzidas pelas indústrias culturais, que compõem a economia da cultura. Fala-se da economia da cultura em escala mundial e, principalmente, no Brasil, onde o interesse por essa temática tardou a chegar, contrastando com outros países.”(...)

            Cada vez mais se percebe a geração de empregos em virtude do período pré-carnavalesco. A administração municipal de Maricá se mostra sensível a esta realidade. Para a produção das alegorias, por exemplo, necessário se faz a presença de profissionais com habilidades específicas, tais como escultores do isopor, aderecistas, serralheiros  ferreiros, marceneiros, eletricistas, bombeiros, iluminadores, etc.
            Em Niterói, nesta edição dos desfiles da Rua da Conceição, nem mesmo Carros Alegóricos serão produzidos. Ressalte-se que em abril houve a destruição de grande parte dos Carros pertencentes as Agremiações. O Prefeito Rodrigo Neves não nos ressarciu, não disponibilizou o Barracão e ainda reduziu o apoio financeiro.
            Enquanto isso o Prefeito de Maricá mostrou-se mais bem informado no que diz respeito ao assunto e com a criação do G.R.E.S. União de Maricá irá trazer benefícios para vários setores da Economia local.
            Só pode contar com meu apoio.
           
ENREDO, ENSAIOS E DESFILE

            A União de Maricá integra o GRUPO C e desfila na Estrada Intendente Magalhães. Será a última escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval. O desfile de seu Grupo, que possui 13 Agremiações, tem  início às 20:00 horas. Assim, prevista sua apresentação no palco do desfile já na manhã de terça-feira.
            O enredo da Agremiação é “DA RECONSTRUÇÃO, A EVOLUÇÃO COM UNIÃO.
            Os ensaios são realizados sempre às sextas-feiras a partir das 21:00 horas na Quadra Leonel de Moura Brizola, no bairro Flamengo, sendo bastante fácil o acesso para o visitante.
          Neste sábado (09/01/16) haverá um ENSAIO TÉCNICO a realizar-se na Rua Álvares de Castro(Rua da Prefeitura) e a concentração tem início às as 18:oo horas.
            IMPERDÍVEL!!




[2] A ECONOMIA DO CARNAVAL: ESTUDO SOBRE A “PRODUÇÃO” DA FESTA MAIS POPULAR DO BRASIL COM BASE NA OBSERVAÇÃO DE UMA EXPERIÊNCIA FLORIANOPOLITANA